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Saúde: Você conhece a Medicina do Viajante?


Oi Viajante!

A Medicina do Viajante é um serviço gratuito pouco conhecido e divulgado, mas muito importante para viajantes, podendo ser encontrado em alguns hospitais públicos. Eu mesma utilizei o serviço no Instituto de Infectologia Emílio Ribas, em São Paulo, e sai de lá tão satisfeita, que resolvi compartilhar tudinho com você!

Primeiro vou te explicar exatamente como funciona e como usufruir desse serviço, depois vou contar como foi a minha experiência na Medicina do Viajante.

A Medicina do Viajante é uma consulta pré-agendada em determinados hospitais, onde a equipe médica fornece informação, orientação e avalia o risco de adoecimento de acordo com áreas de risco para doenças no seu destino de viagem. A avaliação é feita durante consultas pré-viagem, em trânsito e após o retorno. 

Recomendam-se vacinas que, em sua maioria, são aplicadas no Centro de Referência para Imunobiológicos Especiais – CRIE do próprio Instituto. Outras medidas de prevenção, tais como quimioprofilaxia para malária e demais informações  são também discutidas.

Quem pode utilizar esse serviço?

Qualquer pessoa pode utilizar este serviço, independente de ser paciente do hospital. Basta estar com uma viagem marcada ou ter retornado de uma viagem recentemente.

Qual importância do Medicina do Viajante?

Esse serviço é muito importante porque te deixa mais preparado e protegido para não contrair doenças predominantes no seu destino de viagem. Consequentemente, isso evita que, ao retornar ao Brasil, você traga a doença para dentro do nosso país.

Quanto custa para passar na consulta da Medicina do Viajante?

Não custa nada, o serviço é gratuito.

Vacina da Febre Amarela e Certificado Internacional de Vacinação:

Os locais que contém esse serviço fornecem a vacina da febre amarela em dose única e também emitem o Certificado Internacional de Vacinação.

ATENÇÃO: verifique se serviço de emissão do CIVP apenas está disponível para pessoas que tomaram a vacina da febre amarela no no local de antedimento do viajante, como é o caso do Instituto Emílio Ribas.

Para emitir o CIVP você deve comparecer ao Instituto já com o pré-cadastro feito no site da Anvisa. Para saber mais sobre como fazer este pré-cadastro, leia o nosso post exclusivo sobre emissão de CVIP neste link (seguir o Passo 1 para emissão presencial do CIVP).

Onde encontrar esse serviço?

A Anvisa disponibiliza uma lista,divida por estados, de Centros de Orientações para a saúde do viajante em todo o Brasil. Para fazer o donwload da lista, clique em “baixar”.

Como eu usufruí do serviço no Instituto de Infetologia Emílio Ribas, em São Paulo, vou deixar aqui as informações de agendamento, localização e horário de funcionamento especificamente sobre ele (lembrando que isso varia de acordo com o centro de orientação).


INSTITUTO DE INFECTOLOGIA EMÍLIO RIBAS

Localização: Avenida Doutor Arnaldo, 165, Pacaembu, São Paulo. A estação de metrô mais perto é a Clínicas – linha verde.

Agendamento: deve-se solicitar o agendamento pelo e-mail
[email protected] que será respondido em até 48 horas com as informações da sua consulta.

No e-mail você deve informar os seguintes dados: nome completo, data de nascimento, filiação, telefone de contato, horário de interesse (manhã ou tarde) e sugestão de data.

As consultas serão marcadas mediante a disponibilidade de data e horário, tentando respeitar o mais próximo possível a opção desejada.

Horário de Atendimento: terça à quinta-feira das 8h às 17h e de sexta-feira das 8h às 11h.

Para saber mais, acesse o site do Instituto clicando aqui.

Quais documentos levar para a consulta?

Documento de identificação com foto e carteira nacional de vacinação.

Com quanto tempo de antecedência devo agendar minha consulta?

O ideal é fazer o agendamento pelo menos 1 mês antes de sua viagem. Isso porque, pode ocorrer do médico te pedir algum exame, e você acabar precisando voltar para o retorno (que também deve ser agendado por e-mail).

Caso você não tenha a Carteirinha ou Comprovantes de Vacinação, e não se lembra quais vacinas já tomou, provavelmente o médico solicitará exames de sangue para identificar se você já tomou as vacinas, e que você volte para um nova consulta com os resultados. Por isso, se você não tem as informações de suas vacinas registradas, marque sua consulta com bastante antecedência.

Como foi minha experiência na Medicina do Viajante do Instituto Emílio Ribas?

Agendamento: eu solicitei o agendamento da consulta por e-mail. Eles costumam informar que o retorno da sua solicitação se dará no prazo de 48 horas, porém, meu e-mail demorou mais de uma semana para ser respondido. Mas deu tudo certo no final.

Consulta: antes de mais nada você irá preencher uma ficha com todos os seus dados, com as informações da sua viagem (data, destino, objetivo da viagem) e responder um questionário sobre portar determinadas doenças.

Na consulta, o médico fez um atendimento personalizado para o meu destino, que é a Cidade do Cabo, na África do Sul. O médico que me atendeu era um senhor super simpático e eu fui muito bem atendida. Minha consulta durou quase 40 minutos.

O primeiro passo do médico foi analisar minha Carteira de Vacinação. Ele verificou que eu já tinha tomado todas a vacina obrigatória para entrar na Cidade do Cabo, que, no caso, era a vacina da febre amarela (dose única).

O médico também questionou se eu iria visitar algum outro lugar mais para o interior da África do Sul, pois, dependendo da localização, seriam necessárias vacinas extras. Mas eu disse que não, o máximo que me afastarei será um fim de semana para fazer um safari.

Ainda assim ele pediu para eu tomar um reforço da vacina tríplice viral, tendo em vista os surtos de sarampo que tem surgido em vários lugares do mundo ultimamente. Também me indicou, como prevenção extra, que eu tomasse a vacina da febre tifóide (que somente é fornecida em clínicas particulares, então ficou por minha conta, tomar ou não).

O segundo passo foi me dar orientações sobre doenças transmitidas por água e alimentos e me explicou o que eu deveria fazer para me precaver. Me orientou, principalmente, sobre a cólera e a malária, que são doenças comuns em países africanos. Ele me explicou qual repelente comprar e quais roupas eu deveria usar para evitar picadas de insetos, inclusive, me contou que cores vibrantes atraem mosquitos #ficaadica.

A malária, assim como a cólera, não tem vacina para imunização, porém, dependendo do seu destino, o hospital oferece quimioprofilaxia para malária (é o uso de antimaláricos em pequenas doses durante o período de exposição), que só é indicado em situações bem específicas.

Por fim, o médico me contou que em viagens desse tipo é muito comum a diarreia causada por água ou alimentos contaminados, e por isso, ele me indicou um remédio para levar para a viagem caso eu identificasse uma diarreia infecciosa. Ele me ensinou exatamente como identificar os sintomas da infecção, e me orientou para ativar meu seguro de saúde imediatamente caso não houvesse melhora.

Pós consulta: eu sai da consulta extremamente satisfeita com o atendimento e orientações passadas e logo me dirigi para o setor de vacinas para tomar a tríplice viral, conforme o médico havia solicitado. No final, eu passei diretamente na Farmácia do hospital para retirar, gratuitamente, o remédio que ele havia me indicado.

É uma pena que esse serviço tenha tão pouca divulgação, porque ele é realmente excelente, as informações ali passadas são valiosas para viajar com mais segurança.

Uma dica que eu deixo aqui é: tenha paciência porque lá o atendimento tem aquela típica demora de hospital público.

Dicas de Saúde para a Viagem:

para finalizar o post, queria deixar aqui esse link do site da Anvisa onde você encontra dicas de saúde muito valiosas para viajantes, como por exemplo, como se precaver de doenças transmitidas por água e comida contaminadas e doenças transmitidas por insetos.

Caso você já tenha usufruído desse serviço, conta pra mim a sua experiência ai nos comentários 🙂